2 dias sem net?!?!?!?

Quase que me borrava todo, me esmifrava todo... ena pa...
que se lixe o messenger ou vicios semelhantes, mas... não poder enviar trabalho... depois de passar horas par ao concluir... raios partam.. aos meus spliters... desta vez a culpa nao foi da NETCABO...

mas só desta...

um dia depois...


Os pepelinhos vermelho e azul no chão adivinhavam uma festa que não a nossa...

O eco que soava às nossas vozes deixava sentir um vazio tão grande que, depois da esperança nunca ter sido tão alta, ter sido um pesadelo tao grande...

O relvado tinha acabado de ser regado, palco de uma noite de desilusão e todos, sem excepção, fossem da Uefa, da Federação, fossemos nós, ninguém ficou indiferente a este sentimento de desilusão, frustração...

acordar hoje foi tão dificil.

Tinha de estar às 6 da manha no Meridien para levar o "Sr. Uefa" ao aeroporto, apesar de me ter tentado consolar em alemão, fui-lhe respondendo que, tão cedo, nenhum de nós terá uma oportunidade como a de ontem: Uma final destas em casa, um acontecimento como estes...

Foi muito, muito bom mas hoje, hoje foi dificil...

Resta-me a alegria de a ter tido na mão, e de ter jogado neste relvado.. tão Grande, tão... mágico!

Fim de Tarde ao Cafe...

À porta fica a caixa, onde a senhora baixinha, de sacos de plástico, onde o jantar ainda está dentro de pequenas embalagens de plástico e cartão, paga o seu café e as 4 bolinhas mal cozidas. Atrás dela o senhor alto, meio careca, de fato azul escuro, no intervalo das suas duas reuniões desta tarde – acabou de assinar o contrato para o fornecimento de uma grande quantidade de mercadoria, está contente: hoje o dia correu bem. Veio beber o café à rua para desanuviar da pressão a última hora. Estou estrategicamente sentado no andar de cima, numa mezanine, de onde vejo o andar de baixo, a entrada e cada gesto de todos. Gosto disto!
Gosto de ficar aqui, sozinho, na minha mesa, com “A perna esquerda de Paris” de Gonçalo M. Tavares – um prodígio – a observar… o café tem grandes vidros por onde a luz da rua passa. Os carros vão passando lá for a, entram agora duas crianças e chegam ao balcão: “Tem gomas?”… ena pá.. saudades desta expressão… vir da escola ao final de tarde, subir a rua da tascoa e, andes de deixar o Carlos em casa, passávamos no Sr. João a pedir gomas, chupas, pastilhas.. tanta trampa que agora sei que fazem mal…
Poderá ter sido num desses fins de tarde, nessa Rua da Tascoa, que tantas e tantas vezes subimos e descemos… até pode ter sido… às vezes gostava de adivinhar o futuro, não para o poder mudar… só por curiosidade… sei lá… gostava de te poder ter dito, por aqueles dias, que um dia serias minha… seríamos… que quererias... que, por estes dias, as tantas e grandes coisas que vamos dizendo…

Ou então não… deixar que o tempo tenha passado por nós, por entre enchentes e vazares de marés, por entre luas e tempos que perdemos a conta, por entre tantas e tantas coisas que hoje nem sabemos de cor. Deixar que tudo isso tenha passado e que tenhamos ficado… que hoje, ficamos…

Voltando ao café, à medida que a hora de expediente chega ao fim o café vai enchendo-se de cafés apressados, de palavras a pares de amigos, amigas, casais enamorados por sorrisos tão sinceros e aparvalhados… ouço, sem ver, uma gargalhada, motivada por qualquer piada ou por qualquer carinho tolo… esses me vêm agora à memória, desses tantos e tantos cafés que foram ficando no tempo, nos espaços, na nossa voz, na nossa vida.

No shuffle acontece agora o “Blower’s Daughter”… eu diria que sei coisas… e o Frigorífico bebé também… adivinha coisas… “I Can’t take my eyes of you… I can’t take my eyes of you…” tanta verdade… desde quando?

Sobem as escadas 2 cafés que passam agora por mim a falar sobre o fim de semana, riem-se… entra mãe e filha, mais 4 bolas mal cozidas e um sumo de laranja; pagam-se uma cola e um sumol.

Perdi as horas e a espera – de que estou eu à espera aqui? Ah, estou à espera da mãe…

Mais dois goles de água... da torneira... blhack!

“ I can’t take my mind of you”.. ena pá…

Fecho os olhos essa imagem, do teu sorriso nos meus braços, dos teus olhos sobre o meu peito cheio de tanta, tanta, alegria, do teu cheiro, do teu sabor, da tua vontade... do teu carinho… “Aqui vou ser feliz” era o que me ocorria, nesse espaço que fiz nascer e que me acompanha em tantos e tantos serões sob stress, sob tortura, sobre parvoíces e pequenos gestos de alegria…

Tanto café que circula por estas paragens… Por esta capital, cheia de cartazes “Boas Sorting”… viva à Carlsberg! (desculpa tio… mas tinha de ser)

“Come what May” propõe o shuffle… ena pá… mas isto não vai parar hoje? É por aí sim, come what may. Não é por meia dúzia de tostões… seja o que for, aconteça o que acontecer, é mais forte do que qualquer aguaceiro – até porque, em tempos de seca extrema, dá muito jeito aguaceiros de vez em quando... até dá um certo clima tropical ao nosso pequeno paraízo “à beira mar plantado”… beira mar? levados ao colo? Ou é um tanque que anda por aí e o portas ainda nao o descobriu? – apartes…

adiante…

a conversa ao meu lado está a aquecer… não vejo grande solução… a renda da casa, a prestação do carro, do Plasma, do Colégio, das Férias, nem com os dois ordenados juntos dá.. pois… eu arranjo calculadoras que até com 9 dígitos resolvem esse problema… ou então umas folhas de excel, fazem-se umas estimativas, umas previsões... chamam-se... Orçamentos! Que mania este Portugal tem de se endividar até ao tutano…

irra...

olha... cá falo... e..

desculpa... mas...

Não vai dar...

o mesmo de sempre...

o mesmo de sempre... o de tantas e tantas noites...

e abro aspas...

e eu não sei, o que mais posso ser, um dia rei, outro dia sem comer... e eu não sei o que mais te posso dar, um dia jóias, outro dia o luar... e um homem também chora quando, assim, tem de ser...
e foram tantas e tantas as noites sem dormir... promessas perdidas escritas no ar.. e logo ali eu sei...
que tudo oq ue eu te dou, tu me dás a mim...

e tudo o que eu sonhei... tu serás assim...

onde estiveres, eu estou, onde tu fores, eu vou... se tu quiseres, assim, meu corpo é o teu mundo, um beijo, um segundo, és parte de mim...
para onde olhares eu corro, se me faltares, eu morro... quando vieres, distante, solto as amarras e tocam guitarras por ti.. COMO DANTES!

Agarra-me esta noite... sente o tempo que eu perdi...
Agarra-me esta noite, que amanha... estarei...

Fecho aspas

porque amanha e sempre...

sempre para sempre...

e que a música, esteja sempre connosco!

Morreu Jorge Perestrelo

Morreu esta sexta-feira, em Lisboa, aos 56 anos, Jorge Perestrelo, vítima de enfarte do miocárdio. O jornalista da TSF fez o seu último relato quinta-feira, na Holanda, no jogo entre Sporting e Alkmaar.





Jorge Perestrelo morreu sexta-feira à noite, no Hospital da Cruz Vermelha, onde foi submetido a uma angioplastia, durante a qual sofreu uma paragem cardíaca irreversível.

«Todas as tentativas de reanimação foram infrutíferas», descreveu o cirurgião cardio-toráxico Manuel Pedro Magalhães, médico e amigo pessoal de Jorge Perestrelo.

Nascido no Lobito, em Angola, Jorge Perestrelo iniciou-se na Rádio Clube do Lobito, há 37 anos. Trabalhou ainda na Rádio Clube do Mochico e na Rádio Comercial Sá da Bandeira, actual Lubango.

Em 1975 saiu de Angola para o Brasil e, dois anos depois, viajou para Portugal, onde trabalhou no Rádio Clube Português, na Rádio Comercial, na SIC e na TSF, desde a sua fundação, há 17 anos.


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Aprendi a gostar de futebol muito por culpa dos "ripa na rapaqueca" dos Jacarés a tossir, da sua barriguinha que tantas e tantas épocas teria sido a melhor marcadora da liga, de tantos e tantos momentos de pura magia de rádio. Não me esquecerei nunca do penlaty que o Ricardo marcou à inglaterra em que Perestrelo chorou 10 minutos em directo, no ar, para todo o mundo onde a única frase que saia foi esse "Amo-te Portugal!"

Apesar de ser ferrenho benfiquista, sempre soube "amar" os outros tanto que, ainda esta quinta feira, nessa épica e mágica noite de Alkmaar, chorou, novamente, mas pelo Sporting.
Gostem ou não do feitio, quer gostem ou não do estilo... o seu coração era enorme! Gigante!
Nunca mais os relatos serão os mesmos, nunca mais a antena da TSF será tão Grande!

Obrigado Jorge Perestrelo!

Golo 100 esta epoca.. por Miguel Garcia

Sofreu uma grande penalidade aos 31 minutos, não assinalada; obrigou Timmer a defesa apertadíssima aos 41; enviou uma bola à trave dois minutos depois; não deixou que Sektioui fizesse tudo o que o seu arsenal de fintas lhe permitia. Tudo isto seria suficiente para merecer os maiores elogios. Mas Miguel Garcia fez mais. Muito mais. Subiu à área do AZ naquele épico minuto final e encontrou naquele mar de gente uma porta para a história: é dele o golo mágico, é dele o golo 100 do Sporting esta época. Glória!

Depois de ter falhado o penalty na Luz que afastou o Sporting da Taça d ePortugal, era mais que merecida esta sorte...

Só mais um.. Re-começo




Lembro hoje um certa e determinada final de Taça Uefa... Para a história ficou o resultado, onde o F.C. Porto goleou o Mónaco por 3.0...

Para nossa história ficou... o reencontro

para a nossa história ficou o regresso, o recomeço.. só mais um entre outros tantos...

Vai fazer 2 anos...

Só por isso, viva o F. C. do Porto

recomecemos, de vez, então...

e desta seja apartir da vitória do Sporting!

Obrigado ZÉ!

se há anos ninguém sabia quem ele é, hoje são poucos os que não sabem... pelo mundo espalhou, nos últimos 3 anos a imagem de um português que não precisou passar pelo bairro de lata de Paris, ou pela construção civil de Berlim ou Londres.

Quer gostem, quer não, eu gosto! Da força, da teimosia, da certeza, da segurança!

E porque a vergonha de dizer? eu aprendo, eu tenho aprendido com ele.

quantos campeonatos mais precisava de ganhar para te convenceres disso? quantos? não esperes tanto...
O primeiro estrangeiro a chegar, ver e vencer na Premier e quase, tão perto que esteve, de garantir a segunda presença consecutiva na final da maior competição do mundo, a champions league.

Não chega ainda?

Então olha para o olhar, para o querer, para a segurança co que enfrenta QUALQUER desafio.
Se um português em cada dez olhasse para ele sem o ridículo orgulho machista (e lampião) e reconhecesse... e aprendesse alguma coisa... eramos bem capazes de, hoje, esta noite, além de fazer força e trocer por que uma equipa portuguesa chegue novamente à final da Taça Uefa, deixarmos esta mediocridade ridícula, do "ah não sei se vai dar, não sei se sou capaz"..

Porra! ABRAM-ME os olhos, a vida é à frente que segue e não atrás, qual cão que morde a sua própria cauda!

Deixem de ser estúpidos!

Aconteça o que aocntecer, já fizeste história José Mourinho!

Parabéns!

Queluz arrecada a Taça de Portugal

"O Queluz conseguiu derrotar a Ovarense, por 71-62, e arrecadar, pela segunda vez no seu historial, a Taça de Portugal de basquetebol.

A equipa de Queluz, que ao intervalo estava em vantagem por 36-34, consegue ainda aumentar a vantagem e derrotar a Ovarense por nove pontos de diferença."
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21 anos depois, o Queluz volta a dar das maiores alegrias à família gigante da qual eu faço parte... Esta época tem sido única.. como tem sido bonito ver!

Não parem por aqui, os playoff's estão aí, o titulo vai ser nosso!

Parabéns a todos!

Devil's and Dust

Devil's and Dust,

Um regresso aos bons velhos tempos, ou um reconhecer que a vida já não está para grandes roques... seja como for, este é um grande album, e que recomendo vivamente a todos. Springsteen está aí de volta e de que maneira!

Ainda bem, já lhe sentia a falta :D

continuação....

A noites, os dias , as manhãs, a vida... tudo segue mesmo aconteça o que acontecer...
O meu último post foi a minha homenagem, hoje, à altura em que escrevo, já João Paulo II, Karol, foi sepultado, e já temos Papa, como desde ontem as televisões não param de nos inundar...

A vida continua, e as recordações, as cartas, as memórias, as palavras, guardamos naquela caixa.. junto áquele abraço de todas as noites...

Pelas nossas vidas, há pessoas que fazem os momentos, há pessoas que vêm e vão, outras que ficando, nos vão trazendo todos os dias a vida que há em todas elas...

A par de tudo isto, há a Música que, ao contrario dos instantes, das personagens que vão fazendo a novela da vida, vai dando um sentido, um ritmo, um rumo, ao caminho que vamos seguindo.

Hoje voltei a tropeçar nesse hino que é o Blower's Daughter e dei-me comigo a pensar no que esta já disse...
Estivemos lá todos nesse noite, e para casa um de nós disse coisas... e hoje? o que te diz?

Como disse, a vida continua e não há nada como acordar de manhã e saber que estás lá... na minha play list, na sexta faixa, logo após ao Bruce, que sempre, desde sempre, lá esteve... Em vinyl, em cassete, em cd... em mp3... mas sempre la esteve... e o que diz ele? ou disse... o que dirá?

porque a vida continua, porque a vida tem de ocntinuar...

até já!

O encontro mais esperado...




Ao acordares amanhã, muito provavelmente Karol não o fará. Ao amanhecer amanhã, o Mundo terá visto partir, independentemente de crentes ou não, uma das suas mais importantes figuras. O peregrino do mundo vai, finalmente, ter o seu encontro mais esperado...

Hoje, esta noite, independentemente daquilo em que cremos ou no que acreditarmos, sentirei a perda de um ser Humano que, quer se concorde ou não com posições da instituição que representou, lutou sempre por um Mundo melhor.

Lutou até à última das suas forças sem nunca ter desistido, mesmo debilitado há mais dé uma década.

Esta noite espero que tenha enocontrado o seu caminho, em paz, mas sobretudo, porque o merece.

Serve o presente post como a minha homenagem a uma figura que ficará para sempre...

Porque a vida continua...

Porque Sim...

Esta noite, quando chegares a casa, tudo estará pronto para ti. Já os deitei, com um beijo na testa a cada um, e aconcheguei-lhes o cobertor; dei um jeito à cozinha, à sala, e estive com eles a arrumar as coisas que passaram a semana espalhadas… Ainda bem que Londres fica longe: de lá não podeste ver a bagunçada que estes três diabos fazem à tua casa, na tua ausência…
Vou passar pelas brasas um pouco, já confirmei a hora de chegada do teu voo… tudo em ordem…
Amanhã fazemos anos, como passou tão depressa… Levo-te a um restaurante especial que fui com uns colegas la da firma. É calmo e come-se bem… e o ambiente… vais gostar. Já encomendei a mesa e duas garrafas do teu vinho…
Não houve segundo em que não pensei em ti… em tantos e tantos anos, como é possivel cada dia gostar mais… cada dia querer-te mais e mais.
Passei estes últimos dias a sonhar com a tua chegada… de malas, meio atarantada e mal dormida, mas com os olhos… esses olhos que desde o primeiro dia em que os vi, soube que seria para sempre… Esses olhos que, desde o ciclo, quando, de costas na carteira da frente, eu comentava com o F. e dava por mim a sonhar acordado…
Passaram-se dez anos até te reencontrar e.. de vez… Nunca mais vou esquecer da Final, no Bar, em que te voltei a ver… de novo.. como nos filmes… como se nunca tivesses saído, como se nunca de lá tivesses deixado de estar… e não deixaste de estar…

Tantas e tantas noites depois, tantos e tantos pores e nasceres de sol que partilhámos, tantos e tantos sumóis, cafés, arroz de gambas… depois de tantas pequeníssimas coisas, espero-te, esta noite, sentado neste banco metálico do Aeroporto de Lisboa, contando cada segundo, como sempre te esperei, no café, à porta de casa, e sei que, mal vislumbrar uma madeixa do teu cabelo cor-de-coisa-qualquer, vou tremer, gelar, arrepiar, secar-me-à a boca, como sempre… desde a primeira vez…
Abraçar-te-ei, e sentirei cada milimetro do teu corpo junto ao meu, fecho os olhos, e dir-te-ei ao ouvido uma vez mais, como sempre, “Gostas… eu gostas tanto de ti, quero-te tanto meu amor!”

Passaram-se tantos anos desde o primeiro abraço, desd eo primeiro beijo, e como sempre soube, haveria de estar aqui, hoje, a ler-te isto, deitado em teus braços, e respirando o mesmo prazer que tu.

Amo-te desde o primeiro olhar, já nem lembro como foi… o sitio... – não seria dificil – mas, como sempre, nunca duvidei que aqui voltássemos um dia…

Prometi fazer-nos chegar até aqui…
olha para trás meu amor, vê o que fizémos nascer juntos. Olha para eles, olha para nós…

“Vem, anda cá! chega-te mais perto, quero dizer-te um segredo” - Sorris com esses lábios que me arrepiam e dizes que não. Não te vou morder, não te vou fazer mal – “Não te como, anda lá”. Cedes, por fim… “ Quero ficar contigo, deixa-me fazer-te feliz!” e... dessa vez… nessa vez…
“Eu também quero… Eu Quero! Sim… podes ajoelhar… Hoje posso dizer: Sim!”

Porque nunca deixaste de acreditar, porque nunca é tarde para acreditar, a todos os que acreditam… para todos os que acreditam…

M., porque milagres acontecem Mesmo!
... e porque eu acredito...

eU!

14.05

Não me lembro o dia ao certo... teria 5 anos... e nem me lembro onde começou...
Desde esse dia até hoje, até ao dia de hoje, poucos foram os dias em que não tenhamos trocado nem que fosse um "bom dia"...
Esta noite, em que escrevo, não bastaria para falar destes 19 anos...
19 anos de bolas ao cesto, de corridas em atraso para chegar a horas... das filas para o autocarro, de estrelas pelas avenidas, de Luzes e águias negras.. de casais mais populares, de centrais onde a energia, um dia, nasceu de carvão e hoje é museu... de viagens, festas, abraços risos, lagartos e lampiões... das festas de onde nasceu essa paixão, hoje, com sotaque italiano...
19 anos de tantos e tantos quilómetros em passo de corrida, "joga fleck", chuta de três... noites em branco nessas finais mágicas onde Jordan se imortalizou...

Anos e anos de tantas e tantas memórias, cansaços e abraços, barcos que zarparam e que ao porto sempre voltaram... Porque haverão sempre os nossos barcos que zarpem mas que sabem onde o porto é seguro.
Porque nos havemos de estar sentados juntos sempre neste dia...
Porque haverão sempre coisas que, mesmo que não as digamos... não deixam de se sentir e existir...

Parabéns Gordo! e que mais 24 anos se sigam a outros 24...

eU!

Vem...

Porque sim, porque me apetece... porque gosto!
Porque te gosto... porque me gostas!

Porque sim, para te ver, para te ser, para me quereres.. porque te quero!

Porque sou, porque te respiro, porque me vejo e se te revês em mim, em nós mesmos...

Porque existes, porque existo, porque somos.

Porque somos!

37 anos...

.

No caminho, pelo trilho, na estrada, no penhasco. Na praia, na vala, na valeta, no horizonte. Na Paz, na Luz e na fogueira. Na dor, no suor e na saudade. No dia 22, no regresso, na partida, no até sempre. Na marcação do ponto, na conquista da bandeira, na vara da patrulha. No rasto que apaguei, no sinal da pista que segui, na farinha que me ficou tatuada. No prazer que tive em te conhecer. Na noite em que aprendi o Sol#, na lata do atum que me matou a fome. No rouxinol que me acordou, no lanche na Foz. Na dança que te dei, na luta que travei, no beijo que em silêncio ficou por dar. Na bandeira que arriei, no sentido que destrocei. No Sempre-Pronto que me fica, que te fica. Pelo que cresci, pelo que abracei, pelo que aprendi. Na que fica na retina, na que fica no rolo, no slide em que atravessei o rio. Na arvore que subi, nos calções que rasguei, na molha que foi até à espinha.
37 anos… tanta vida, tanto crer!

"De Queluz que aqui vês, É o Grupo ideal,
Está presente o vinte e três,
Escoteiros de Portugal
"

porque Tanto insistes?

'Depois de tantos adeus... porque insistes?
Depois de tantas vezes em que me viras as costas, me pedes, dentro de ti, que continue, todos os dias... que volte…

Depois de tantas horas de sorrisos, beijos, abraços, toques, suores e sei lá mais o quê... porque insistes em não zarpar comigo.
Vem comigo, segue-me, abraça o que o teu coração a todos já disse…

Hoje voltei a ver-te, de fugida, mas, como sempre, em mim, em nós (ahhhh), este calor que é tão grande… tão maior que qualquer outra coisa… fez derreter o olhar que tentaste gelar desde aquela noite…
Segue-me, anda daí ver como se ama cá fora… sai dessa caixa onde te reduzes há meia dúzia de tempo…
Anda daí ver que o Sol brilha ainda… anda daí ver como os pássaros ainda cantam…
Confia em mim, deixa-me sonhar-te com estas palavras que te canto ao ouvido, junto a esse pescoço onde me derreto nessas noites sem dormir…'


Podia ter sido eu… podíamos ter sido todos nós…todos os dias... perto demais

Esquece... Lembra-te desse abraço

Esta noite apetecia-me muito pouco saber que existes… esta noite, era tão bom que nem o teu nome eu lembrasse, ou que alguma vez o tivesse ouvido um dia.
Era tudo tão fácil se me tivesse esquecido nestes anos… tinha sido tão fácil o escolho ter sido o da esquerda e não o da direita, no dia em que à direita estavas tu… teria sido tudo tão simples se isto que me arde cá dentro tivesse morrido à nascença, como tentaste enquanto fomos crianças…
Gostava de não sentir o que de tão grande não cabe em mim.
Gostava não ter de pensar que esta noite choras o frio que o vento não leva daqui para fora.
Gostava, esta noite, de não quer tantas e tantas coisas que quero e todas elas contigo. Gostava de te poder enxaguar as lágrimas que no teu rosto adivinho.

Esta ansiedade, esta espera devora-me por dentro. A vontade de chegar até ti e dizer-te que não partas sem mim é demasiado grande.

Hoje, assim como ontem, voltou a chover como já há meses não acontecia… e como eu temi cada gota, assim como cada gota que ainda agora, neste momento a que escrevo, se vai precipitando do mar dos teus olhos… esse oceano de sonhos, viagens e desejos… secretos… como nós um dia fomos…

Deixa-me que te dê este abraço quente, forte e longo que tantas tardes foram ficando nas despedidas, mas que foram marcando o que hoje ficamos.

Posso dizer que gosto de ti, posso dizer que esta noite, ainda mais que todas as outras, queria tanto, mas tanto, adormecer ao teu lado.

Sempre, para sempre,

eU!

Se fosse esta a noite?

Se fosse esta a noite dos teus sonhos? A noite de todos os teus sonhos! Se fosse esta a noite em que pudesses dizer-lhe tudo e que só ela te deixa assim.
Se fosse esta a noite em que deixasses tudo lá fora e juntos viajassem por esses mundos que outrora foram descobertos por Vós.
Se esta noite amasses como nunca, suasses como jamais, sorrisses como ninguém.

E se esta noite tocasses? Tocasses para ele a música que mais gostas e partilhasses com ele esse teu doce prazer.
E se esta noite provasses o paraíso... e trouxessem juntos até vós?

Lá fora a lágrima que escorrega o quente vidro, deixa adivinhar através dele a paixão que para dentro dele se vive...

Dormes agora... Descansas e sonhas com tantas e tantas noites que a poderias ter a teu lado e resumes todas essas noites em uma só – Nesta! E se fosse esta noite...

Seria esta a noite em que, descalços, percorreriam a praia deserta iluminada pelo suor e acompanhados pelos sons e silêncios desse mar. Suores faróis de luzes distantes que preenchem outras paixões, outros desejos. A Lua espelhada na água mostra o seu brilho. As estrelas lá no alto jogam com o prazer de uma noite de Verão.
Um Verão de sempre. Um Verão de todas as noites do ano. A areia está seca e deitam-se. Beija-a na face que adivinhas pelo cheiro. Encontras o brilho dos seus olhos quando abres, para ela, os teus.
A agitação cresce dentro de ti como que se vos consumisse de desejo. Ardem-se de paixão. Beijam-se no jogo entre o vazio que vos rodeia a plenitude de um Mundo cheio de paixão. As roupas ficam na areia, espalhadas, traçando-vos os movimentos, confundindo-se na vossa estranha confusão se sentidos.


Os corpos, suados pela noite, assimilam a paixão. E na loucura, horas e horas, sem que ninguém chegasse, o Sol acordasse. E se fosse esta noite...
A noite em que, na terra sem nome, pudesses estar como sempre desejaste. E Amar. Amar. Amar como quem ama sempre, amar como quem ama... para sempre!


Beija-o, Sente-o, envolve-o! Toca-lhe – Ama-a!
E se fosse esta noite...


Poderia ser agora, podia ser agora que te diria tudo.
Poderia ser agora que lhe dirias tudo. O tudo que até poderia ser nada. Apenas a tensão do olhar. Apenas o gesto de um beijo. E bastaria só um olhar. Uma presença, um toque. Uma brisa do seu cheiro, seu sabor, sua paixão.
E bastaria aquele seu brilho que trazes hoje nos olhos. Uma cor, um som, uma voz. Uma frase, um silêncio – The sounds of Silence... O amor, a paixão.
E se fosse esta a noite! Só uma noite, apenas uma noite! A Noite...


E quantas vezes não é à noite que amas...

(por tantas e tantas noites... que foram, ou que poderiam ter sido)

Quando, te vi chegar…

Quando te vejo chegar, a cada vez que partes, a saudade que bate cá dentro é tão forte… as saudades que de ti tive durante a tua ausência abatem-se em mim, num fundo, tão fundo… tão dentro de mim…

Enquanto esperava por ti hoje, passei pelo tempo, pelos meses, pelos dias, pelas horas em que de ti não ouvi a voz, não te senti o cheiro, não te senti as mãos…
Os relógios iam anunciando a tua chegada. E, fosse num qualquer atrio de camionagem, na gare ou, simlesmente, lá for a no banco do jardim, os nossos sonhos, o teu cheiro, as noites lá for a ao luar, as palavras que parlinhámos ao som de uma qualquer faixa de um qualquer cd que foi tocando naquela noite à tua porta, ia-me acalmando o espírito…
De olhos fechados, o teu corpo ia-se-me tornando mais definido, as tuas curvas, o traço do teu rosto, as covas do teu sorriso… ah tanta saudade…

-Mas nunca mais chegas?! Mas porque é que nunca mais chegas?!

Sei cá dentro de mim que és minha e eu e tu somos um só… sei ca dentro de mim que a saudade que de ti tenho é tão infinina como o tempo que nos levará juntos… sei, cá dentro de mim, cá no fundo de mim, que, como noutros tantos dias chegaste, hoje chegarás, e muitos novos dias nascerão em que aqui, neste banco, te esperarei até ao momento em que os meus labios tocarão os teus…
Esse farol que nos olhou toda a noite, sabe os segredos que encerramos para smepre dentro de nós como se de uma conspiração contra o regime tratássemos. Uma conspiração por um futuro melhor, por um dia em que livres e felizes seremos… dia em que poderei ver-te ao acordar e dizer “bom dia amor!”… dias em que sei sentir-te nos braços logo mais à noite, em que, em sonhos de magia, nos adormecemos aos dois…

Vejo-te agora passar ao longe.. chegaste por fim… tão bonita que és.. tanta saudade que de ti tive… cada dia estás mais bonita amor…

- olá amor… fizeste boa viagem?

 
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